Crônica: Aspirador, de Fernando Sabino

14 04 2008

Alguns alunos ficaram em dúvida sobre as diferenças entre crônica e conto. Publico esta crônica de Fernando Sabino, em que ele fala sobre o quase nada.

Aspirador

Fernando Sabino

            Antes que eu lhe pergunte o que deseja, o gordinho começa a exibir-me uma aparelhagem complicada, ainda na porta da rua. São tubos que se ajustam, fio para ligar na tomada, escovinhas de sucção e outros apetrechos.

 – Entre – ordenei.

Ora, acontece que jamais prestei sentido na existência dos aspiradores de pó. Por isso é que fui logo cometendo a imprudência de convidar o gordinho a exibir-se de uma vez no interior da sala. Na porta da rua venta e faz muito pó, disse-lhe ainda, tentando um trocadilho infeliz. Entramos os dois, para a tradicional peleja entre comprador e vendedor.

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Entrevista: alfabetizar adultos leva 2 ou 3 anos

11 04 2008

Achei essa entrevista na revista Educação com o inglês David Archer, mestre em educação pela Universidade de Oxford, coordenador de educação da ONG ActionAid, que recebeu  três vezes o Prêmio Internacional de Letramento das Nações Unidas. Seu método premiado é utilizado hoje por mais de 500 organizações em mais de 70 países. Atualmente, David Archer atua no apoio a projetos e redes de educação na África, Ásia e América Latina. É também responsável pelo Commonwealth Education Fund, um fundo de US$ 20 milhões que financia projetos sociais na África e no sul da Ásia. [Bel – m4]

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Será que é crônica?

10 04 2008

Reuni algumas particularidades da crônica nesta lista. Vejam lá se ajuda.

  • autor observa uma situação que pode acontecer com qualquer pessoa ou um fato recente
  • autor transforma um assunto específico em reflexão sobre a vida; seu objetivo não é trazer informações, mas fazer o leitor pensar sobre o dia-a-dia
  • o narrador geralmente é o autor, mas o foco narrativo pode ser em 1ª ou em 3ª pessoa
  • a linguagem costuma ser informal e em tom de conversa, há proximidade com a fala, com a espontaneidade, com as palavras do dia-a-dia, com as gírias
  • há predomínio da função poética diferentemente de gêneros jornalísticos como a notícia e a reportagem em que predomina a função referencial  – isso faz com que muitas vezes seja difícil delimitar crônica e conto, pois o autor usa recursos dos textos literários ficcionais [diálogos; elaboração de personagens; distanciamento do autor na narração]
  • por tratar do cotidiano é um gênero efêmero 
  • publicada em jornais, revistas e em sites na internet – posteriormente editam-se coletâneas de crônicas em livros
  • origem é a palavra latina chronica, que significa “relato de acontecimentos na ordem em que se sucedem no tempo”
SITES DE CRONISTAS: http://www.marioprataonline.com.br
[Bel -m4]




Literatura clássica universal e EJA

4 04 2008

Imagine um encontro semanal entre adultos recém alfabetizados, professores, acadêmicos respeitados, estudantes da Universidade, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Eles escolhem uma obra importante da literatura universal para lerem juntos. Cada um, independentemente da formação, tem espaço para colocar seus sentimentos e opiniões a respeito do texto.

Particularmente, eu enlouqueci quando ouvi essa idéia na semana passada, na disciplina sobre EJA que estou cursando como ouvinte na Faculdade de Educação da USP. E gostei ainda mais das tais “Tertúlias Literárias”, quando li o artigo de um grupo da Ufscar, que copio abaixo.

Já pensou se fizéssemos algo parecido um dia?

Bianca, a maluquinha do Módulo 2 😉

Tertúlia Literária Dialógica

Área Temática de Cultura

Resumo

A Tertúlia Literária Dialógica é uma atividade cultural e educativa desenvolvida a partir da
leitura de livros da Literatura Clássica Universal. É gratuita, aberta a todas as pessoas de
diferentes coletivos sociais e culturais, incluindo pessoas recém alfabetizadas. O objetivo é
promover espaços de diálogo igualitário e de transformação (pessoal e do entorno social mais
próximo). Sua metodologia baseia-se na aprendizagem dialógica. Leia o resto deste artigo »